Fiscalizações em escolas municipais revelaram kits escolares parados e alimentos estragados

Apesar do início das aulas no município ter acontecido em fevereiro de 2022, o kit para estudos só foi entregue em abril. Quanto à merenda, segundo relatos de funcionários(as) das escolas, as instituições estavam recebendo alimentos até apodrecidos.

Modelo de kit escolar que estava parado na E.M. Prof.ª Cecy Cardoso.
Foto: Assessoria Vera. Cláudia Guerra

Como professora atuante há mais de 25 anos, uma das principais pautas da vereadora Cláudia Guerra (PDT) é a educação. Sua defesa pelo ensino público de qualidade em Uberlândia acontece desde o início do seu mandato. Atuando no Conselho de Direitos da Educação, elaborando projetos de leis, valorizando servidores(as) e fiscalizando escolas do município.

Em abril deste ano a vereadora fez uma sequência de abordagens escolares como membro da Comissão de Educação da Câmara Municipal, apurando denúncias recebidas e analisando as condições das instituições em um retorno recente às aulas após um longo período de pandemia da Covid-19, com estudo remoto. Anteriormente outras escolas já haviam sido fiscalizadas e as visitações seguem acontecendo sempre que são evidenciados problemas.

Na ocasião, a vereadora foi bem recebida nas escolas municipais Prof.ª Cecy Cardoso (Mansour), Prof. Leôncio do Carmo Chaves (Planalto) e Dom Bosco (Zona Rural) e EMEIs Augusta Maria de Freitas (Seringueiras) e Profª. Shirley Lourdes de Menezes Vieira (Sta. Mônica). As principais questões evidenciadas nas unidades foram o grande atraso na entrega do kit escolar, insuficiência de profissionais de apoio às crianças com deficiências, a má condição dos alimentos da merenda escolar e problemas na estrutura.

A não entrega dos kits e os problemas identificados prejudicam o processo educativo dos(as) alunos(as), principalmente aqueles(as) que são de famílias em situação de vulnerabilidade social e dependem do suporte do município para terem os materiais necessários para frequentarem as aulas.

Muitas crianças têm a merenda da escola como a principal alimentação do dia. Com isso é importante que constantemente o poder executivo se atente a essas questões que têm feito parte da realidade de diferentes escolas municipais e EMEIs da cidade, e impedem o acesso à educação qualificada em Uberlândia.

FISCALIZAÇÃO ESCOLA CECY CARDOSO

Na manhã de 13 de abril, em visita à Escola Municipal Prof.ª Cecy Cardoso, no bairro Mansour, a Vereadora Cláudia Guerra (PDT) identificou alguns problemas na instituição que chamaram atenção. Como já citado, uma das principais questões foi a quantidade de kits escolares parados, que ainda não haviam sido entregues aos(as) estudantes, considerando que o ano letivo de 2022 em Uberlândia começou em fevereiro.

Segundo informação de representantes da escola, os kits estavam aguardando uma cerimônia de entrega na prefeitura com a presença do prefeito Odelmo Leão; sem uma outra justificativa plausível. Evento que aconteceu no Centro Administrativo no dia 25 de abril, pouco mais de uma semana após a visita da vereadora à escola.

As caixas com os kits escolares estavam armazenadas na escola, sem que os(as) estudantes tivessem acesso. Foto: Assessoria Vera. Cláudia Guerra.

Além da problemática dos kits escolares não entregues, durante a fiscalização foi repassada e constatada a informação de alimentos armazenados de forma inadequada, em local sem ventilação; arroz e feijão inapropriados ao consumo, que apesar de não estarem vencidos estavam com larvas.

Feijão utilizado na merenda estava com bichos, impróprio para o consumo.
Foto: Assessoria Vera. Cláudia Guerra.

A vereadora indignou-se com a informação de que frutas apodrecidas estavam sendo entregues neste estado na escola, e consequentemente eram logo descartadas pela impossibilidade do consumo. Os(as) funcionários(as) ainda informaram ainda que a quantidade de alimentos que chegam a instituição é insuficiente para atender as crianças. Por exemplo, nove pés de alface para atender cerca de 800 alunos(as). Questões na estrutura também foram evidenciadas na fiscalização. Profissionais da escola afirmaram que os banheiros entopem com frequência; os(as) estudantes estavam sem acesso à água potável, pois o bebedouro encontrava-se inutilizável; e em um momento de pandemia onde destacamos a importância da higiene básica, a escola estava sem sabão para uso geral.

O que mais impressionou a vereadora foi o fato de que a unidade passou recentemente por uma reforma, anunciada pela prefeitura em veículos de comunicação.

Torneira inutilizável, sem alavanca para abertura.
Foto: Assessoria Vera. Cláudia Guerra.
Bebedouro danificado, oferecendo risco de corte às crianças.
Foto: Assessoria Vera. Cláudia Guerra.

Guilherme Rocha – Assessor de Criação e Marketing Político – 19/08/2022

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