Maria, presente!

Maria Abadia Guerra, nasceu em Monte Alegre-MG em 1922, criada pela avó, foi professora do ensino infantil, costureira, dona de casa.

Casou-se aos 17 anos com João de Deus Guerra que, desde a infância, era apelidado por “teimoso”.

Mudaram-se para Centralina, onde nasceram os filhos Gary Guerra, Glaris Hugo Guerra e foram para Itumbiara onde nasceu a filha Gláucia Guerra. O casal se mudou para Uberlândia.

Tudo indica que em função de assédio sexual não correspondido e fofocas, ambos, no âmbito familiar, contra Maria Abadia, o esposo teria ficado enciumado. João chegou em casa à noite e colocou Maria para confessar uma suposta traição.

No dia 14 de outubro de 1947, ajoelhada na cozinha da casa, Maria implorava, aos gritos, por sua vida e argumentava que nada tinha feito e que precisava criar os filhos. Os filhos estavam dormindo, Gláucia, a mais nova permaneceu dormindo. Porém, os filhos mais velhos, Gary com 7 anos e Glaris com 5 anos de idade acordaram com a discussão e assistiram o pai, João de Deus Guerra, dando pelo menos 3 tiros na esposa que suplicando pela vida.

Ela faleceu aos 25 anos, ali no chão da cozinha.Maria Abadia é a avó, nunca conhecida pela professora, doutora em violência conjugal, ativista pelos direitos das mulheres e vereadora de Uberlândia, Cláudia Guerra, que há décadas atua pela cultura da paz.

Por meio de Cláudia, voluntária fundadora do Núcleo de Estudos de Gênero, da SOS Mulher e Família, do Conselho de Direitos das Mulheres, esta e outras marias estão presentes! 💜💛🥄

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